É mais simples do que imaginamos..
Existe uma linha, uma linha entre todas as pessoas.
E é ela quem separa as nossas vidas.
E enquanto houver vontade, empolgação e sentimento as relações duram.
Quando não mais for interessante, as linhas simplesmente voltam a ocupar seus lugares, separando indivíduos.
Enquanto o laço mágico une os amigos, a linha agonizante perde seu trabalho.
Geralmente as relações são belas, felizes e nos fazem bem, mas pode ocorrer o contrário.
É quando o laço mágico não mais é suficiente e embora seu nome indique que exista magia, não, não há mais.
É tudo muito real, subjetivo, contemporâneo.
E não há magia porque o fim chega depressa e nem há tempo da magia voltar a existir.
A realidade vem à tona antes mesmo do que imaginamos.
O subjetivismo é mais forte que a razão.
E é tudo depressa demais, passageiro, efêmero, embora as relações sempre sejam.
Porque as pessoas sempre erram, sempre nos decepcionam e se decepcionam.
As críticas surgem num piscar de olhos, a consciência individual, a auto-suficiência.
Percebemos que quando o outro não mais é suficiente, temos que ser suficientes a nós mesmos por nós mesmos.
Se o outro não teve a capacidade de assumir um cargo de demasiada importância em nossa vida ou se até mesmo você não conseguiu assumir esse cargo na vida de alguém, seja qual for o motivo, outro ocupa ou ninguém.
O pessimismo exacerbado e o sentimento de que você consegue viver sem as pessoas é mais forte do qualquer razão.
E sim, você se sente auto-suficiente.
E quando a sua crise existencial chega ao fim,
você percebe que todos aqueles pensamentos são ilusórios ou você prefere que sejam.
Então você levanta e recomeça do zero,
simplesmente porque algumas pessoas ainda valem à pena e ainda há tempo.
E pode ser que aquela pessoa ainda seja suficiente a você.. quem sabe?
Sempre há um cantinho para a esperança crescer.
O valor da amizade e da esperança acabam suprindo todas as decepções, exigências e conflitos.
E só no fim do texto você percebe que usou tanto a escola literária romântica quanto a realista.
E viva a confusão.
- Texto feito em 12 de Fev. 2010.
( As vezes é preciso cair, perder as forças e a esperança no proximo,
pra enfim encontrar o caminho certo.
È, realmente nada foi em vão )




